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publicado por berenice, em 12.05.10 às 18:38link do post | favorito

  Temos o país de pernas para o ar, não se sabe onde se há-de ir buscar dinheiro e vai daí vai-se aos mais pobres que por estes dias até andam eufóricos com a vitória do Benfica e a estada do Santo Padre entre nós.

Como estudante de História, não me ocorre nenhum período em que este lindo país não estivesse em crise. Se a dívida externa, em determinados momentos, não atingiu os níveis de agora (até se sabe que houve épocas em que o país tinha ourinho, muito ourinho acumulado), lá vem o pobre povo que viveu sempre na miséria. Fominha, muita fominha para os portugueses. E a emigração não foi ambição como há quem defenda, sentindo pelos emigrantes, esses "alarves",  um forte desprezo e vontade de os esfolar porque "enriqueceram". A emigração foi uma necessidade.

 Estou a lembrar-me - repito que sou estudante/professora de Hstória - da glória e da coragem, dos portugueses que se fizeram ao mar enfrentando a possibilidade de monstros marinhos, correntes adversas, naufrágios, encontros com tribos que lhes pregassem ciladas ou os corressem à pedrada. Que grandes homens! Enquanto isso, a nossa terra rebentava em ervas daninhas e mato e os mais favorecidos enchiam o bandulho com o pãozinho estrangeiro, cobriam a sua obesidade com os tecidos estrangeiros, traziam móveis preciosos e bugigangas lá das terras longínquas do Oriente e carradas de escravos que amontoavam nos porões dos navios como se fossem sacos de carvão. Indústria? Para quê desenvolvê-la se tínhamos tanto, mas tanto dinheiro para comprar o que fizesse falta ainda que fosse equipamento naval? Nem barcos construíamos. Que linda história a de Portugal!


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