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publicado por berenice, em 06.02.10 às 23:13link do post | favorito

 Sinto a minha vida tão vazia que às vezes, antes de adormecer, penso no George Cloony.  Deve ser porque vi um filme em que ele e mais uma actriz cujo nome desconheço, eram protagonistas. "Nas Nuvens" é o nome do filme. Os tipos tinham uma profissão lixada. Despedir pessoal. Uma funcionária ameaçou atirar-se da ponte que ficava perto da casa dela e fê-lo. Nunca fui de paixões por vedetas mas o Cloony acalma-me porque tem uma voz quente e porque as pessoas a representar são sempre mais pessoas. Mas penso mais ainda no meu gato que já não existe. Só que este pensamento me faz ficar triste e eu não gosto de chorar na cama. Contudo, entre o Cloony e o gato, prefiro o gato. Este último amava-me e o Cloony não me conhece.Dizem que há sempre uma pessoa que nos ama e que nós não conhecemos. E também se diz que há sempre alguém que pensa em nós antes de adormecer. Se devemos uma soma avultada de dinheiro a alguém, seguramente o credor deve pensar em nós. Não é o meu caso, felizmente: só devo ao meu Banco. Certamente que este pensa em mim e em todos os clientes, pois estão sempre a telefonar de lá a oferecer produtos e vantagens mas não é antes de dormir. Os Bancos não dormem, não têm tempo. Comecei a dormir com o Pandinha que os meus filhos me ofereceram faz tempo. é preto e branco - que esperteza a minha ao facultar esta informação -. É da cor do gato mas é maior. Aspirei-o, limpei-lhe muito bem as mãos e os pés afastei-lhe os pêlos dos olhos e até lhes puxei o brilho (aos olhos). É quase do meu tamanho aquele peluche. Tenho um outro que também é preto e branco mas não é panda é cão e ainda não o aspirei. Esse é do tamanho do gato, do meu querido Pitufo. Continuo a ler o livro que também me foi oferecido pelos meus filhos, "A Terra das Ameixas Verdes". Leio só uma página por noite porque a gata tem ciúmes e deita-se entre as duas páginas. E insiste apesar de eu lhe explicar que ela nãoé tranparente. Estou a gostar do livro. É uma escrita fragmentada como a pintura impressionista. É uma prosa solta dentro das paredes do medo.À primeira vista, parece infantil. Sempre que pego no livro olho para a fotografia da Herta Muller e lembra-me o Bocage.Esta noite apetecia-me beber um copo mas perdi o hábito e já não tenho companhia. Podia perfeitamente ir sòzinha e daí?


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