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publicado por berenice, em 05.12.09 às 08:42link do post | favorito

                           " A ESPERANÇA É A EXIGÊNCIA ONTOLÓGICA DO SER HUMANO"

                   

                                                        Paulo Freire (1921-1997)

 

E quem fala de Esperança fala  de Fé; e, já agora , acrescenta-se a Caridade. Isto aprende-se de pequenino e é útil ao longo da vida porque em momentos de desespero a Esperança do "vai passar" e "melhores dias virão" é o alimento de que o nosso espírito precisa. E, também quando em apuros ou por medo que as dificuldades surjam de um momento para o outro, a Caridade impõe-se. Porque é muito raro alguém dar gratuitamente alguma coisa a alguém. A Caridade ao ser praticada espera o reconhecimento de Deus pois quem dá aos pobres a Ele empresta. Claro que há quem faça o bem sem esperar nenhuma recompensa e daí talvez até espere algumas renúncias e uma mudança de rumo na sua vida pessoal, mas o que faz realiza-o. Cá está o prémio.

 Mas deixemos o que cada um faz porque estou para aqui a falar e ontem fiz uma coisa que aos olhos de Deus e da Igreja foi muito feio. Saí do supermercaco e estava um homem sentado à porta com um papel que dizia não sei o quê: estendia a mão para quem passava invocando o Natal. Zangada, pensei: não dou nada, Senhor (este senhor era Deus e não o pedinte) porque não me socorres nas minhas aflições; porque te tenho feito desde há uns anos a esta parte apenas três pedidos que nem sequer são a lotaria ou coisa que o valha mas mudanças urgentes na minha vida, para que consiga sobreviver e não estão nas minhas mãos.

 Não levei os meus pensamentos muito a sério e, como fui para o dentista de seguida, o cheiro do consultório o barulho das brocas e de todos aqueles aparelhómetros que me provocam arrepios, fizeram-me esquecer o episódio da manhã.

 Ora, é bom que explique que há uma hora do dia em que, (por acaso é à noite) me sinto mais racional que nunca e a minha identidade surge filtrada de poeiras e outros agentes externos. Gosto de viver nesses momentos porque me sinto de bem comigo e até falamos como duas pessoas inteligentes. E, vai daí, pus-me a acusar Deus de nunca atender ninguém em nenhuma aflição, de deixar que num instante apenas, no mundo inteiro, milhões de gritos de horror se soltem, milhões de súplicas Lhe sejam dirigidas sem uma resposta, conseguindo manter um silêncio tão total e tão profundo como o silêncio dos túmulos. E falava alto, num monólogo e colocava hipóteses: talvez tenhas morrido, pois se tudo na Natureza morre por que não Tu? Talvez estejas agonizante com tanto sofrimento ou, pior ainda viraste-nos as costas. E o meu monólogo terminou, as lágrimas secaram e concluí, mais uma vez que Deus foi,  Deus é, UMA EXIGÊNCIA ONTOLÓGICA DO SER HUMANO. Repararam que me dirijo a Ele,com  respeito, apesar de tudo? É que quando houver mais momentos em que sufoco de sofrimento, tenho que O chamar quer Ele exista ou não. Por isso não nego, completamente,  a Sua existência.


blackbird a 18 de Dezembro de 2009 às 17:37
Olá, gostei da maneira simples que escreves, sou contrario de suas linhas certas pelas minha linhas tortas mas consigo chegar lá. Vou passar a visitar seu blog e quem sabe saber um pouco mais sobre si.
fica bem!

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