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publicado por berenice, em 10.11.09 às 17:23link do post | favorito

Ele ainda percorre a casa toda no seu andar almofadado e mansinho.

Ele ainda se senta nos seus lugares de eleição, muito composto, com a cauda em torno dele.

  Vai ser a primeira noite que tenho que lidar coma sua ausência após uma convivência de vários anos, sem atritos e com muita ternura.

À hora de deitar, às vezes, ele demorava um pouco. Acho que era para se fazer rogado. Eu aguardava. Então ouvia um saltinho fofo e certeiro e  era com alegria que o via deitar-se no seu lugar. Começava quase instantaneamente a ronronar.

Eu passava-lhe a mão na cabeça, fazia-lhe cócegas no pescoço que ele alongava, de olhos semicerrados. Tocava-lhe as orelhas macias mas acabava por não resistir e fazia-lhe cócegas na barriga. Ele avisava: huuum....eu insistia e ele voltava a avisar: huuum.....Então, engolia em seco, os olhos vivos e brilhantes e dava um salto com a cauda  no ar e aquele jeito de fugir, a cruzar as patas traseiras como se fosse um puto traquina. Paráva ao fim de uns saltinhos e observava-me  da semiobscuridade do corredor. Eu percebia a pergunta - Se eu voltar para aí chateias-me outra vez?

- Não pequenino, vem dormir com a dona.

E ele saltava novamente para a cama, ocupava o seu cantinho, e fazíamos as pazes.


raposa a 12 de Novembro de 2009 às 19:34
Era um gato muito especial, custa acreditar que morreu. Juntos vivemos muitas experiências. Viveu em três cidades, andou de comboio, de barco, de autocarro e foi o meu grande companheiro ao longo de um ano e tal. Até que fui obrigada a deixá-lo, coisa que nunca me perdoou. Demasiado inteligente e sensível para gato, acabou por me rejeitar. Ainda assim, de todos os gatos que criei, foi ele o meu preferido.

berenice a 13 de Novembro de 2009 às 21:15
Digamos que foi um presente de certa forma roubado se é que se podem roubar presentes.
Não vinha num embrulho com fita vermelha pois ele estragaria a surpresa com alarido.
A dona legítima estimulou-lhe a inteligência e a sensibilidade. Num Natal, ofereceu-lhe uma coleirinha preta que lhe ficava a matar. Um dia, a dona "emprestada" tirou-lha para o escovar e adeus coleira!
Era um caçador nato e a sua especialidade eram as traças. Ele dizia "as tolachas".

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