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publicado por berenice, em 07.11.09 às 19:05link do post | favorito

Custa-me ver chicotear as palavras; dói-me ler frases cheias de atropelos, arranhões e adesivos. À força de tanto lidar com esta realidade já vou tento as minhas dúvidas. Bom, a ministra da educação considera que a juventude está a ler cheia de entusiasmo; acho que é uma paixão quase pungente que tomou de assalto os portugueses.

 Gosto de provérbios, ditos populares e mèzinhas caseiras. Um dia, uma colega ofereceu-me um livrinho mimoso como uma flor que se chamava "O meu Livrinho de Provérbios". Sempre os usei muito mas parece-me que a linguagem - pelo menos a verbal- , perde em oportunidade e elegância. Por esse motivo, esforço-me por os eliminar. Contudo, continuo a interessar-me por eles.

 Há bocadinho , num programa televisivo,ouvi um que me feriu levemente os ouvidos. "Muita passa e pouca uva" - dizia a menina, quando devia ter dito muita parra e pouca uva. Também há quem diga esperto como um alho em vez de esperto como um gato. É uma espécie de caldeirada porque também se diz "São como um alho".

 Quando foi a sessão do poder paternal, saí-me com uma em frente da juíza  "Coitado de quem põe as toalhas" -. Não sei o que isso quer dizer?! respondeu-me a magistrada. Então eu tentei explicar que quem dá uma magra mesada fixa fica sempre em vantagem em relação a quem fica. Acho que a senhora não gostou de mim mas isso é o clássico.


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