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publicado por berenice, em 06.11.09 às 09:28link do post | favorito

Ele está inanimado e vai ficar a soro sem garantia alguma de sobreviver.

Estou a falar de um ser que me protegeu, divertiu, deu ânimo, fez companhia.

Também me ensinou, sem saber, algumas coisas sobre a vida. Com ele aprendi a viver o momento; com ele aprendi que sou a Natureza numa ínfima parcela e, ao mesmo tempo, sou-a no  seu todo.

 Há dias recebi um mail que dizia que com frequência os humanos olham de cima para baixo e dizem : "é apenas um cão!".

Estás "em baixo" porque o teu animal de estimação morreu? oh, mulher, deixa-te disso e arranja outro"! Com um gato ainda é preciso a gente fazer-se de mais durona. É mais pequeno, fica abaixo na hierarquia dos animais irracionais, é falso (também se diz) e ainda "se o cão gosta do dono, o gato gosta da cama do dono" e por aí fora.

Pois estou mesmo a falar de um gato, e até parece que o bicharoco  já foi desta para melhor.

Vou aguardar com calma pois quero o meu gato de volta. Se eu ainda acreditasse que "eles têm sete vidas" ou que "são de borracha" estava mais optimista.

Garanto que eles têm uma só vida e afirmo que nas veias lhes corre sangue vermelho como o nosso. E mais do que isso: a dor que todos os humanos temem, eles sentem-na com a mesma intensidade.

 Em situações de abandono ficam desorientados, ansiosos e deprimem. Quem não olhou já, nos olhos, um animal que anda à deriva, nas ruas, sujeito a todas as barbaridades que os inteligentes humanos são capazes de fazer?


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