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publicado por berenice, em 25.07.11 às 22:22link do post | favorito

 Finalmente fora de moda a cor chocolate. O que eu penei, Meu Deus, os sacrifícios que fiz em nome de uma tonalidade de pele que não me fizesse sentir diminuída no Verão, metida nos vestidos claros ou pior ainda, pretos como eu tanto gosto. Eu que sempre me dei mal com a praia, vinha de lá semi-morta e ao mesmo tempo agitada, ficava espamarrada ao sol para me bronzear e para que a minha auto-estima saltasse lá para o alto quando ocasionalmente me diziam "estás bem moreninha" o que  era muito raro- o mais comum era a observação, "Ih, ca branquinha!" ou então "estás branca como a cal", porra que exagero depois de tanto sofrimento e já o Verão ia alto.

Tudo começou na década de 50 e eu apanhei a de sessenta com esta infelicidade, este problema incrível que era nunca ir além da cor de pêssego.

 Agora grassa por aí a doença generalizada e em alguns casos aguda de querer ser muito magra e nunca se é magra de mais. Passa-se fome, come-se pão escuro com uma tirinha transparente de queijo sem um cheirinho de manteiga, que sensaboria!!! Come-se sopa sem batata, uns grelhadinhos só com salada e o vinho é proibido pois parece que engorda e faz criar celulite. E os ginásios? Carácter obrigatório! Aliás, creio que fazem subir o estatuto social. Quanto aos seios ainda não percebi se neste momento "se usam" pequenos e rijos, se grandalhões, a tranbordar do soutien. É-me indiferente. As pernas sei que se querem muito altas e delgadinhas "pernas até ao pescoço" como dizia um amigo meu, talvez para me fazer sentir mal pois sou baixa. Enfim, foi a isto que nos conduziu este tipo de sistema económico, de sociedade que se preocupa com coisas materiais, mesquinhas um tanto ridículas. Apetece-me perguntar: Para onde vamos?


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