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publicado por berenice, em 13.06.11 às 20:19link do post | favorito

 As palavras deviam ser menos banalizadas. São tão bonitas as palavras que cada uma delas merecia encontrar uma espécie de lar, um ninho onde pudesse repousar à vontade. Aqui há tempos fui visitar uma amiga e, quando ela me abriu a porta, naturalmente sorri, ao que ela respondeu com as seguintes palavras:"tem os dentes amarelados isso será de quê?" Encolhi o sorriso e limitei-me a responder que o esmalte dos meus dentes sempre teve um tom amarelado. Bom, acho que estou a meter os pés pelas mãos porque aqui o que está em jogo é a ideia, essa sim devia ter sido reprimida ao invés de ser verbalizada. Então não devemos divulgar assim as ideias pequeninas como tenho que pregar este botão,ou parece que cheiro um pouco a suor, porque será, ou hoje já fui não sei quantas vezes à casa-de-banho (deve ter sido do excesso de ameixas)ou então (esta é deliciosa) tens que pintar o cabelo, já se nota uma risquinha.  Em primeiro lugar não se trata de um recado dado a uma ou a um invisual;depois parte-se do princípio que a pessoa da risquinha branca não tem espelhos em casa; e, finalmente, não se sabe se em termos orçamentais aquele mês foi apertadinho e para tudo (ou quase tudo) é preciso dinheiro. Não menos deliciosamente estúpido  é perguntar: cortaste a barba?!Ou então:hoje estás vestida de preto? Apetece responder: não, não vês que isto é vermelho? És daltónico (a)?

 

 

 Amigos, quis só dizer qualquer coisa como por exemplo, "ainda estou aqui".

 

 

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